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- 6 de fev.
- 7 min de leitura
Ministério da Saúde diz que risco do vírus Nipah é baixo e não ameaça o Brasil

O Ministério da Saúde esclareceu que o risco de o vírus Nipah causar uma pandemia ou ameaçar a população brasileira é considerado baixo, com base em avaliações da própria pasta e da Organização Mundial da Saúde (OMS). A posição oficial destaca que o surto recente registrado na Índia, com dois casos confirmados entre profissionais de saúde, não apresentou circulação internacional nem evidência de risco iminente para o Brasil.
As autoridades de saúde brasileiras monitoram continuamente a situação em alinhamento com organismos internacionais, seguindo protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente patogênicos em cooperação com instituições como o Instituto Evandro Chagas, a Fiocruz e a OPAS/OMS. Não há registro de casos da doença no país, e as espécies de morcegos frutíferos associadas à transmissão zoonótica do vírus não existem no território brasileiro, reduzindo ainda mais a probabilidade de introdução local.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde amplia formação de especialistas com mais de 3 mil bolsas de residência médica

O Ministério da Saúde lançou um edital para ofertar 3 mil novas bolsas de residência médica em 2026, a maior oferta já registrada no país, elevando a participação do governo federal para mais de 60% do total de médicos residentes no Brasil, o que corresponde a cerca de 35 mil profissionais em formação. A medida integra o programa Agora Tem Especialistas e está voltada principalmente a especialidades prioritárias para o Sistema Único de Saúde (SUS), como anestesiologia, cirurgia oncológica, neurologia pediátrica, oftalmologia e radioterapia, visando ampliar a qualificação e a distribuição desses profissionais em todo o território nacional.
O investimento previsto para essa expansão é de R$ 3 bilhões, com as bolsas federais destinadas a incentivar programas de residência médica e fortalecer a formação em áreas com maior demanda assistencial no SUS. A iniciativa também inclui edital para seleção de 900 médicos especialistas que atuarão em 16 áreas prioritárias, com foco em regiões remotas, de alta necessidade e vulnerabilidade social, ampliando o impacto da política pública sobre a cobertura especializada.
Essa expansão da formação de especialistas busca reduzir filas por consultas, exames e procedimentos de média e alta complexidade no SUS e responder ao déficit histórico de profissionais qualificados nas diversas regiões do país, consolidando ações de longo prazo para fortalecer a atenção especializada na saúde pública brasileira.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde amplia em 42% diagnóstico da hanseníase e fortalece resposta do SUS

O Ministério da Saúde divulgou que houve ampliação de cerca de 42% na detecção de casos de hanseníase no Brasil, ao comparar o período de 2022 a 2024 na proporção de diagnósticos feitos por meio do exame de contatos — principal estratégia para identificação precoce da doença —, passando de 9,6% para 13,3% dos casos novos registrados no Sistema Único de Saúde (SUS). Esse avanço é atribuído ao reforço das ações de vigilância ativa, ampliação da testagem e fortalecimento do cuidado integral no SUS, com o uso de testes rápidos e técnicas moleculares nos laboratórios públicos.
Entre as iniciativas que impulsionaram esse resultado está a oferta de testes rápidos no SUS, iniciada em 2023 com a distribuição de mais de 307 mil unidades para avaliação de contatos de casos confirmados, e a implantação do exame PCR nos Laboratórios Centrais de Saúde Pública (LACEN), com habilitação em todos os estados e a entrega de kits para ampliar o atendimento.
A ação reforça o compromisso com o diagnóstico precoce da hanseníase, uma condição que, se não identificada e tratada a tempo, pode causar incapacidades físicas; e fortalece a vigilância e resposta do SUS para reduzir a transmissão e as desigualdades no enfrentamento da doença no país.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil Saudável inicia 2026 com novas entregas para eliminação de infecções e doenças no país

O Ministério da Saúde deu início às atividades de 2026 do Programa Brasil Saudável, uma ação estratégica do governo federal coordenada pela pasta com o objetivo de eliminar infecções e doenças de determinação social consideradas problemas de saúde pública até 2030. A reabertura dos trabalhos marcou a retomada da execução das entregas previstas no planejamento, com foco em acelerar iniciativas nos territórios prioritários agora que há disponibilidade orçamentária para implementação em campo.
O Brasil Saudável foi criado por decreto presidencial e ampliado nos últimos anos, articulando 14 ministérios para enfrentar 11 doenças e cinco infecções de transmissão vertical, como tuberculose, hanseníase, esquistossomose, hepatite B e sífilis congênita, por meio de ações intersetoriais que consideram determinantes sociais e econômicos como pobreza e desigualdades.
Entre as entregas previstas para 2026 estão a certificação da eliminação da transmissão vertical da hepatite B e do tracoma, a ampliação do microplanejamento em municípios prioritários, a redução de casos de malária em áreas estratégicas e o fortalecimento de ações de adesão ao tratamento de doenças crônicas, como HIV e tuberculose. A estratégia ressalta a necessidade de políticas integradas que envolvam áreas como assistência social, moradia, saneamento e educação para enfrentar as desigualdades em saúde de forma mais ampla.
Fonte: Ministério da Saúde
Grupo Amil e GEAP Saúde passam a atender pacientes do SUS gratuitamente pelo programa Agora Tem Especialistas

O Ministério da Saúde anunciou que os grupos Amil e GEAP Saúde aderiram ao programa Agora Tem Especialistas, abrindo suas portas para atendimentos de média e alta complexidade para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) sem custo para a população. Com as novas adesões, a iniciativa amplia a oferta de cirurgias, exames e procedimentos especializados na rede privada como forma de reduzir o tempo de espera pela assistência especializada no SUS.
A participação das duas operadoras — que se juntam a outros grandes grupos como Rede D’Or, Grupo Athenas e Hapvida — permitirá a realização de até 85 mil atendimentos por ano, equivalentes a aproximadamente R$ 200 milhões em serviços à população, incluindo cirurgias como mastectomias, angioplastias, colecistectomias e hernioplastias em unidades privadas no estado do Rio de Janeiro.
Pelo modelo do programa, os serviços prestados ao SUS são compensados por créditos que as instituições podem usar para abater valores devidos ao Fundo Nacional de Saúde ou pagar tributos federais, incentivando a participação da iniciativa privada na redução das filas por especialistas e fortalecendo a assistência em áreas prioritárias como oncologia, cardiologia e oftalmologia.
Fonte: Ministério da Saúde
INCA estima 781 mil novos casos de câncer por ano e Ministério da Saúde amplia cuidado oncológico

O Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou projeções indicando que o Brasil poderá registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, sendo aproximadamente 518 mil casos anuais quando excluídos os tumores de pele não melanoma, que têm alta incidência, mas baixa letalidade, refletindo o envelhecimento da população e desafios em prevenção e diagnóstico.
Frente a esse cenário, o Ministério da Saúde reforçou e ampliou as ações de prevenção, diagnóstico precoce e tratamento oncológico no Sistema Único de Saúde (SUS), com destaque para o programa Agora Tem Especialistas, que colocou a oncologia como prioridade nas políticas públicas de saúde e tem fortalecido a rede de atenção, desde exames de rastreamento até terapias especializadas.
Entre as medidas para ampliar o cuidado oncológico estão a expansão do acesso à mamografia no SUS, agora também para mulheres de 40 a 49 anos e até 74 anos, a oferta de testes moleculares para detecção do HPV e iniciativas de prevenção em unidades móveis que percorrem municípios. O SUS também registrou um recorde no número de procedimentos de quimioterapia em 2025 e prevê a aquisição de mais equipamentos de radioterapia para 2026, além de incorporar tratamentos inovadores e ampliar apoio à mobilidade de pacientes que precisam se deslocar para atendimento especializado.
Fonte: Ministério da Saúde
SUS passa a oferecer imunobiológico para proteger bebês e crianças com comorbidades contra a bronquiolite

O Ministério da Saúde começou a oferecer no Sistema Único de Saúde (SUS) o imunobiológico nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que garante proteção imediata contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — principal causa de bronquiolite e de hospitalizações em bebês — para recém-nascidos prematuros com até 36 semanas e 6 dias de gestação e crianças de até 23 meses com comorbidades específicas, como cardiopatia congênita, broncodisplasia, imunocomprometimento grave, síndrome de Down, fibrose cística, doença neuromuscular e anomalias congênitas das vias aéreas. Com 300 mil doses distribuídas a todos os estados, a aplicação está disponível imediatamente para os públicos elegíveis.
Diferente das vacinas tradicionais, o nirsevimabe oferece anticorpos prontos ao organismo sem depender da produção de resposta imune, complementando as estratégias de prevenção já adotadas pelo SUS, que em 2025 também passou a oferecer a vacina contra o VSR para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, protegendo o bebê desde antes do nascimento.
Essa ampliação busca antecipar a proteção antes do pico sazonal da bronquiolite, reduzir o número de casos graves e hospitalizações e fortalecer o cuidado integral à saúde infantil no país.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde apoia consulta ao setor produtivo que identifica oportunidades de inovação radical no SUS

O Ministério da Saúde intensificou ações para a construção do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, uma iniciativa voltada ao desenvolvimento de tecnologias de alto impacto para o Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a capacidade científica e tecnológica do país. A estratégia, coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), envolve a realização de uma consulta ao setor produtivo e à indústria farmacêutica para mapear desafios e oportunidades no ecossistema de inovação e incorporar essas contribuições ao programa nacional.
A consulta, elaborada em parceria com o Sindusfarma e direcionada a profissionais estratégicos da área, busca reunir informações sobre perfil industrial, infraestrutura tecnológica, gargalos regulatórios, financiamento e perspectivas de inovação que possam orientar diretrizes, prioridades e instrumentos do programa. A participação ocorre por meio de um questionário com garantia de confidencialidade, fortalecendo o diálogo entre governo, setor produtivo, academia e sociedade civil.
O Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde já tem previsão de investimento de R$ 67 milhões pelo Ministério da Saúde para acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias desde a pesquisa básica até a entrada no mercado e no SUS, com foco em ampliar a soberania sanitária e tecnológica brasileira.
Fonte: Ministério da Saúde




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