ÚLTIMAS NOTÍCIAS DE SAÚDE
- A4PM

- 30 de jan.
- 9 min de leitura
Curso internacional apresenta o SUS como referência global a estudantes da Universidade de Harvard

O Ministério da Saúde promoveu um curso internacional que apresentou o Sistema Único de Saúde (SUS) como referência global em saúde pública a estudantes e pesquisadores da Universidade de Harvard, em parceria com a Fiocruz e instituições acadêmicas internacionais.
A iniciativa teve como foco o intercâmbio de conhecimentos sobre o modelo brasileiro de saúde e suas estratégias de organização, financiamento e cuidado integral.
O programa reuniu estudantes estrangeiros e profissionais brasileiros, permitindo a troca de experiências sobre temas como atenção primária, vigilância em saúde, imunização, governança e políticas públicas. O objetivo foi ampliar a compreensão sobre o funcionamento do SUS e seus impactos na ampliação do acesso aos serviços de saúde para a população.
Além das atividades teóricas, o curso incluiu visitas técnicas e debates com gestores e especialistas, fortalecendo a cooperação internacional e a articulação entre pesquisa acadêmica e políticas públicas. A ação reforça o papel do SUS como sistema de saúde de interesse global e contribui para a formação de profissionais com visão comparada e integrada sobre saúde pública.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil sediará maior conferência mundial sobre HIV e aids em 2026

O Brasil será anfitrião da 26ª Conferência Internacional sobre Aids (Aids 2026), o maior encontro global dedicado à saúde pública, ciência e direitos humanos relacionados ao HIV e à aids, que será realizado no Rio de Janeiro com apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Prefeitura do Rio e da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids. A conferência, promovida pela Sociedade Internacional de Aids (IAS), será a primeira edição realizada na América do Sul e reunirá pesquisadores, gestores, formuladores de políticas, ativistas e pessoas vivendo com HIV ou aids em formato híbrido, com participação presencial e virtual.
A programação inclui conferências, mesas-redondas, sessões científicas e apresentação de pesquisas e experiências nacionais e internacionais, com o tema “Repensar. Reconstruir. Avançar”, em um contexto global marcado por desafios como a crise de financiamento e cortes em programas de HIV em diversos países. A realização do evento destaca a trajetória reconhecida do país no enfrentamento ao HIV, baseada no compromisso com evidências científicas, acesso universal a prevenção e tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e respeito aos direitos humanos.
A conferência também representará uma oportunidade para dar visibilidade às especificidades da epidemia na América Latina, abordar desafios regionais e fortalecer a cooperação internacional em ações de prevenção, cuidado integral e enfrentamento ao estigma e à discriminação associados ao HIV e à aids.
Fonte: Ministério da Saúde
Esporotricose humana passa a ser de notificação compulsória em todo o Brasil

O Ministério da Saúde atualizou as orientações de vigilância epidemiológica para tornar a esporotricose humana, uma infecção fúngica, de notificação compulsória em todo o território nacional, integrando a doença à Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública e exigindo o registro semanal dos casos confirmados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), incluindo via e-SUS Sinan.
A medida, que valerá para redes públicas e privadas, foi embasada pelo aumento de casos, inclusive por transmissão zoonótica, e tem o objetivo de fortalecer o monitoramento, apoiar o planejamento de ações de vigilância, prevenção e assistência e permitir um panorama epidemiológico mais consistente para proteger a população atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A notificação obrigatória deverá ser feita pelas unidades de saúde que identificarem casos, com preenchimento de informações clínicas e epidemiológicas no sistema, ampliando a integração entre vigilância em saúde, atenção primária e serviços de saúde.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil e China debatem oportunidades para fortalecer produção de medicamentos e vacinas

O Ministério da Saúde recebeu representantes do maior conglomerado farmacêutico estatal da China para discutir oportunidades de cooperação estratégica entre os dois países com foco na ampliação da produção de medicamentos, vacinas e produtos hemoderivados. O encontro, conduzido pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, explorou possibilidades de parcerias tecnológicas que podem fortalecer a capacidade de desenvolvimento científico e produtivo no Brasil, com vistas à soberania tecnológica e ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
Durante a reunião, foram apresentadas iniciativas brasileiras, como os programas de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e de Desenvolvimento e Inovação Local (PDIL), que buscam fomentar a colaboração entre setor público, privado e instituições de pesquisa para ampliar o acesso a insumos considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS). A conversa também se insere em um contexto mais amplo de cooperações já em andamento entre Brasil e China no setor de saúde e ciência, com o objetivo de incentivar inovação e produção local de tecnologias essenciais.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil oferta treinamento para apoiar países lusófonos na adoção de tratamento mais curto para tuberculose resistente

O Ministério da Saúde, em parceria com organizações internacionais, está oferecendo um treinamento em São Paulo voltado a profissionais de saúde e gestores de programas de tuberculose de países africanos de língua portuguesa, com o objetivo de apoiar a implementação de regimes terapêuticos mais curtos para tuberculose resistente a medicamentos. A ação reúne participantes de Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Guiné-Bissau, além de representantes de unidades federadas brasileiras, para qualificar o cuidado e fortalecer estratégias de enfrentamento da doença.
A programação aborda aspectos clínicos, laboratoriais e programáticos, discutindo também temas estratégicos como custo-efetividade, equidade de gênero, inclusão social e engajamento comunitário na adoção dos novos tratamentos. O treinamento inclui a partilha de experiências práticas e apoio à tomada de decisão nos serviços de saúde para ampliar o uso dos esquemas terapêuticos mais curtos.
O uso desses tratamentos, que reduzem a duração do cuidado e podem melhorar a adesão e os resultados clínicos, foi ampliado no Brasil com a incorporação de medicamentos como a pretomanida no SUS, permitindo a adoção de esquemas mais curtos como BPaL e BPaLM, com potencial impacto positivo na resposta global à tuberculose multirresistente.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fortalece protagonismo do SUS na Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas

O Ministério da Saúde representou o Brasil na Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, encontro que reúne autoridades de saúde, organismos multilaterais e instituições financeiras para debater estratégias de sistemas de saúde mais integrados, equitativos e centrados nas pessoas, com foco no fortalecimento da atenção primária como base dos cuidados de saúde. O país apresentou experiências consolidadas do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a atenção primária como porta de entrada e elemento articulador dos serviços, além de abordar temas como financiamento, saúde digital e formação da força de trabalho.
Na agenda, o Brasil reforçou a importância de integrar tecnologia e informação à saúde por meio de iniciativas como a criação da Secretaria de Informação e Saúde Digital, colocando a saúde digital como eixo estratégico na formulação de políticas públicas. A participação também contribuiu para o diálogo regional sobre investimentos sustentados, governança e cooperação técnica que visam ampliar a capacidade dos países das Américas de fortalecerem seus sistemas de saúde a partir da atenção primária.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fortalece a privacidade dos dados do SUS

O Ministério da Saúde reforçou a proteção dos dados pessoais e sensíveis relacionados à saúde de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), destacando a privacidade como pilar central da transformação digital do sistema. A pasta, por meio da Secretaria de Informação e Saúde Digital, tem consolidado políticas e práticas que garantem a segurança da informação, a governança de dados e o tratamento ético das informações clínicas e de saúde, alinhando-se às melhores práticas internacionais e à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Entre as iniciativas está a definição clara do que constitui dado pessoal sensível de saúde no âmbito do programa SUS Digital, com reconhecimento legal que amplia a proteção desses registros de acordo com diretrizes de privacidade e confidencialidade. O Ministério também participa do Conselho Nacional de Proteção de Dados Pessoais e da Privacidade, colaborando na construção de diretrizes e recomendações para aprimorar a proteção no setor de saúde.
Como parte das ações continuadas, está prevista a realização da 3ª Jornada de Proteção de Dados Pessoais no SUS, evento que visa capacitar profissionais e gestores sobre a aplicação da LGPD na saúde, promover troca de experiências e reforçar o papel dos encarregados de dados nos diferentes níveis de gestão do SUS. A medida busca fortalecer a confiança da população no uso de sistemas digitais de saúde e assegurar direitos fundamentais relacionados à privacidade das informações médicas.
Fonte: Ministério da Saúde
Diabetes cresce 135% no Brasil e governo lança estratégia Viva Mais Brasil com R$ 340 milhões para promoção da saúde

Dados do Vigitel 2025 revelam que a prevalência de diabetes entre adultos brasileiros aumentou 135% ao longo de 18 anos, passando de 5,5% para 12,9%, enquanto hipertensão subiu 31%, obesidade 118% e excesso de peso 47%, indicando avanço das doenças crônicas não transmissíveis no país. Diante desse cenário, o Ministério da Saúde apresentou a estratégia Viva Mais Brasil, uma mobilização nacional para promover saúde, prevenir doenças crônicas e melhorar a qualidade de vida da população.
A iniciativa prevê investimento de R$ 340 milhões em políticas públicas de promoção da atividade física, alimentação saudável, vacinação e acesso à informação de qualidade, com ênfase na expansão da Academia da Saúde — que receberá R$ 40 milhões ainda em 2026 para ampliar espaços com equipamentos e profissionais vinculados às unidades básicas de saúde.
O programa também estimula o fortalecimento da atenção primária, com critérios de qualidade que podem aumentar até 30% os repasses federais aos municípios que melhorarem os indicadores de cuidado, e integra ações já existentes no SUS para apoiar estilos de vida mais saudáveis e reduzir o impacto das doenças crônicas na população brasileira.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde defende fortalecimento da atenção básica nas Américas e formaliza parcerias com OPAS e FGV

O Ministério da Saúde afirmou o protagonismo da Atenção Primária à Saúde (APS) como eixo central para sistemas de saúde mais equitativos, resilientes e centrados nas pessoas durante a Segunda Reunião Regional da Aliança para a Atenção Primária à Saúde nas Américas, realizada no Rio de Janeiro, que reuniu representantes de governos, organismos internacionais e instituições acadêmicas para debater governança, financiamento e fortalecimento dos sistemas de saúde na região. O ministro da Saúde destacou que uma APS robusta contribui para maior coordenação do cuidado, redução de desigualdades e maior resiliência diante de desafios como o envelhecimento populacional e transições epidemiológicas.
No evento, o Ministério assinou uma Carta de Intenções com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) para aprofundar a cooperação técnica, o diálogo regional e o alinhamento de políticas públicas voltadas ao fortalecimento da APS nas Américas, incluindo articulação com organismos financeiros internacionais para apoiar os países da região.
O ministro também formalizou um Acordo de Cooperação Técnica com a Fundação Getulio Vargas (FGV), com vigência inicial de cinco anos, para desenvolver estudos, pesquisas aplicadas, capacitações e eventos técnico-científicos com foco no fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria busca aproximar gestão pública e produção científica para subsidiar políticas de saúde mais eficazes por meio de evidências e qualificação da governança.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fortalece monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans para orientar decisões no SUS

O Ministério da Saúde publicou o Monitoramento clínico do HIV e da aids na população trans: uma análise agregada com foco em mulheres trans e travestis, um relatório que sistematiza pela primeira vez, em nível nacional, dados sobre o percurso de cuidado de pessoas trans que vivem com HIV e/ou aids no Sistema Único de Saúde (SUS), desde o diagnóstico até a supressão viral, incluindo indicadores de início, continuidade e interrupção do tratamento antirretroviral.
O documento amplia a capacidade de vigilância ao utilizar a identidade de gênero como eixo analítico, permitindo identificar desigualdades segundo fatores como raça/cor, escolaridade e território e qualificando a tomada de decisões e o planejamento de políticas públicas voltadas à equidade no cuidado.
Ao mesmo tempo em que aponta avanços no acesso ao diagnóstico e ao tratamento para mulheres trans e travestis, o monitoramento evidencia lacunas persistentes ligadas a barreiras estruturais como estigma e discriminação, que dificultam a vinculação e a adesão ao cuidado nos serviços de saúde.
A iniciativa reforça o compromisso do SUS com uma atenção integral e orientada por direitos humanos, enquanto subsidia práticas assistenciais mais qualificadas, o fortalecimento da integração entre vigilância e atenção à saúde e o enfrentamento de desigualdades no enfrentamento ao HIV e à aids.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde divulga boletim especial sobre hanseníase no Brasil

O Ministério da Saúde divulgou um Boletim Epidemiológico Especial sobre hanseníase que apresenta a análise do perfil epidemiológico e operacional da doença no Brasil entre 2015 e 2024, com o objetivo de orientar as ações de vigilância, prevenção e cuidado no Sistema Único de Saúde (SUS). O relatório mostra que, em 2024, foram registrados 22.129 casos novos de hanseníase, com uma taxa de detecção de 10,41 casos por 100 mil habitantes — nível considerado alto e prioritário para a atuação dos serviços de saúde.
O boletim também registra um total de 301.475 casos notificados no período analisado, sendo que 79% foram classificados como casos novos, e destaca a presença de casos entre menores de 15 anos, o que indica persistência da transmissão da doença em diversas regiões do país. As maiores taxas de detecção ao longo da série histórica foram observadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Mato Grosso e Tocantins.
O documento explora ainda aspectos como incapacidades físicas associadas à hanseníase, perfil sociodemográfico dos casos — com 72% concentrados em pessoas autodeclaradas pretas ou pardas — e reforça a importância de estratégias integradas de saúde pública, incluindo diagnóstico precoce, exame de contatos e ações de combate ao estigma e à discriminação.
Fonte: Ministério da Saúde



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