Planejamento de saúde para 2026: por onde começar?
- A4PM
- 15 de dez. de 2025
- 2 min de leitura
O início de um novo ano é sempre um momento estratégico para a gestão da saúde. Com demandas crescentes, orçamentos definidos e metas pactuadas, é fundamental que cada município comece 2026 com um planejamento claro, baseado em dados confiáveis e alinhado às necessidades reais da população.

Para facilitar esse processo, reunimos um checklist objetivo e prático para apoiar gestores na organização das prioridades, estruturação das ações e fortalecimento da Rede de Atenção à Saúde (RAS).
1. Organize os principais dados epidemiológicos do município
Antes de planejar, é preciso conhecer o cenário.
Levante os indicadores mais recentes de doenças crônicas, agravos sazonais e doenças transmissíveis.
Avalie tendências: aumento, redução ou estabilidade.
Mapeie regiões com maior vulnerabilidade e áreas com maior demanda assistencial.
Essas informações são essenciais para definir metas factíveis e direcionar recursos.
2. Revise a capacidade instalada da rede
Entenda o que a estrutura atual entrega, e onde há gargalos.
Número de UBSs, equipes de ESF, NASF, serviços de urgência e polos especializados.
Cobertura real de cada unidade.
Equipamentos críticos que precisam de substituição ou manutenção.
Necessidades de ampliação ou readequação física.
Uma rede bem dimensionada reduz filas, retrabalho e custos.
3. Avalie a força de trabalho: equipes, contratos e necessidades
As equipes são a base da assistência.
Atualize o quadro de profissionais por unidade e turno.
Avalie cargos vagos, contratos próximos do fim e possíveis concursos.
Mapeie necessidades de capacitação técnica, especialmente para protocolos atualizados do Ministério da Saúde.
Investir em pessoas é investir na qualidade do atendimento.
4. Atualize protocolos, fluxos e linhas de cuidado
Planejar também é garantir que todos sigam a mesma direção.
Revise fluxos assistenciais entre UBS, UPA e serviços de apoio diagnóstico.
Atualize rotinas de acolhimento, triagem e classificação de risco.
Reforce protocolos de atendimentos prioritários, como saúde da mulher, saúde mental e doenças crônicas.
Isso evita divergências entre unidades e melhora a continuidade do cuidado.
5. Organize o planejamento de compras e contratos
Um ponto crítico que impacta diretamente o atendimento.
Verifique contratos de insumos, medicamentos e serviços que vencem no início do ano.
Atualize listas de EPI, medicamentos essenciais e materiais de consumo.
Planeje compras antecipadas para evitar desabastecimento.
Compras planejadas evitam urgências, desperdícios e gastos desnecessários.
6. Mapeie metas pactuadas e prazos regulatórios
A gestão é guiada por normas e entregas anuais.
Fique atento às metas do Previne Brasil e de programas estaduais.
Organize cronogramas de envio de informações e relatórios obrigatórios.
Revise indicadores que precisam de reforço imediato.
Isso garante repasses financeiros e melhora o desempenho municipal.
7. Use a tecnologia como aliada
Com dados corretos, o planejamento ganha velocidade e precisão.
Utilize sistemas integrados para acompanhar produção, indicadores e insumos.
Facilite a comunicação entre unidades com ferramentas digitais.
Gere relatórios confiáveis para tomada de decisão.
Gestões que usam tecnologia chegam mais rápido onde precisam.
Checklist final: o que você precisa ter “na mão” para começar 2026
Diagnóstico atualizado da situação de saúde do município
Indicadores epidemiológicos consolidados
Mapa completo da rede e da capacidade instalada
Quadro atualizado das equipes e contratos
Protocolos e fluxos revisados
Planejamento de compras organizado
Metas pactuadas definidas
Ferramentas tecnológicas funcionando e atualizadas
