Telessaúde na prática: dados oficiais mostram como o atendimento remoto aumenta a resolutividade e reduz custos na saúde pública
- A4PM

- há 4 dias
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A telessaúde vem se consolidando como uma das principais estratégias para ampliar o acesso ao cuidado especializado no Sistema Único de Saúde. Mais do que uma tendência tecnológica, ela já apresenta resultados mensuráveis, reconhecidos pelo próprio Ministério da Saúde.

Um exemplo recente é o projeto de Cuidado Especializado Digital (CED), que alcançou mil atendimentos de telessaúde, com altos índices de resolutividade e significativa redução de deslocamentos de pacientes. Esses dados reforçam o potencial da telessaúde como ferramenta estruturante da gestão municipal de saúde.
Resultados concretos: o que mostram os dados do Ministério da Saúde
Entre setembro de 2024 e outubro de 2025, o Ministério da Saúde registrou 1.000 atendimentos especializados realizados por telessaúde, com apoio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS).
Os números chamam atenção:
93,85% de resolutividade nos atendimentos realizados de forma remota
Redução de 85% nas remoções de pacientes para outros níveis de atenção
Atendimentos realizados diretamente no território, com apoio de especialistas à distância
Esses dados demonstram que a telessaúde é capaz de resolver a maioria dos casos sem encaminhamentos, fortalecendo a atenção local e reduzindo gargalos na rede.
Menos deslocamentos, mais eficiência para os municípios
A redução de 85% nas remoções de pacientes representa um impacto direto na gestão municipal. Menos deslocamentos significam:
Redução de custos com transporte sanitário e logística
Menor afastamento dos pacientes de suas rotinas
Desafogo da média e alta complexidade
Na prática, a telessaúde atua como um filtro qualificado, garantindo que apenas os casos realmente necessários sejam encaminhados para outros níveis de atenção.
Ampliação da oferta de especialidades sem ampliar estruturas
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o projeto ofertou 14 especialidades médicas, incluindo cardiologia, endocrinologia, neurologia, psiquiatria, ginecologia, pediatria, ortopedia e dermatologia, além de atendimentos multiprofissionais.
Esse modelo mostra que é possível ampliar o acesso ao cuidado especializado sem a necessidade de manter todos os profissionais presencialmente, uma realidade especialmente relevante para municípios com dificuldades de provimento de especialistas.
Telessaúde integrada à gestão e à tomada de decisão
Além do cuidado clínico, os atendimentos remotos geram informações estratégicas para a gestão. Indicadores como resolutividade, tempo de resposta, perfil de demandas e especialidades mais acionadas passam a apoiar:
O planejamento em saúde
A organização das redes de atenção
A definição de prioridades e investimentos
A experiência apresentada pelo Ministério da Saúde evidencia que, quando bem estruturada, a telessaúde vai além do atendimento e se torna um instrumento de gestão baseada em dados.
De projeto institucional a estratégia replicável
Ao alcançar mil atendimentos e manter altos índices de resolutividade, o próprio Ministério da Saúde reforça que a telessaúde não se trata de um teste, mas de um modelo de cuidado qualificado, seguro e escalável, alinhado às diretrizes do SUS.
Essa experiência serve como referência para municípios que buscam:
Ampliar o acesso a especialistas
Reduzir custos operacionais
Modernizar a gestão da saúde pública
Os dados oficiais do Ministério da Saúde comprovam que a telessaúde gera impacto real: mais resolutividade, menos deslocamentos e maior eficiência do sistema. Para os gestores municipais, trata-se de uma estratégia consolidada, com evidências claras de benefício clínico e administrativo.
Mais do que inovação, a telessaúde já é uma ferramenta essencial para fortalecer a rede pública de saúde.
Dados do Ministério da Saúde mostram que a telessaúde já gera resultados concretos no SUS, com alta resolutividade e redução significativa de deslocamentos de pacientes. A experiência reforça o potencial do atendimento remoto como estratégia para ampliar o acesso a especialistas, otimizar recursos e fortalecer a gestão municipal de saúde com apoio de dados e tecnologia.




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