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- A4PM

- 19 de dez. de 2025
- 10 min de leitura
Ministério da Saúde amplia rede de atenção à saúde do trabalhador com novos CEREST

O Ministério da Saúde habilitou 11 novos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), ampliando para 239 o número de unidades em funcionamento no país. A iniciativa fortalece a rede de atenção do SUS voltada à promoção, prevenção e vigilância da saúde dos trabalhadores em diferentes vínculos laborais.
As habilitações foram publicadas no Diário Oficial da União e contemplam municípios de diversas regiões do Brasil, que receberão incentivo financeiro de R$ 100 mil, em parcela única, para a implantação das unidades. Além disso, cinco CEREST já em funcionamento passaram a receber repasse mensal de R$ 60 mil para custeio de ações e serviços de média e alta complexidade em saúde do trabalhador.
Segundo o Ministério da Saúde, a ampliação da rede reafirma o compromisso do governo federal com políticas públicas participativas e com a proteção da saúde da população trabalhadora. Os CEREST atuam como serviços de retaguarda técnica do SUS, oferecendo acolhimento, investigação da relação entre trabalho e adoecimento, vigilância dos ambientes laborais, ações educativas e produção de informações estratégicas para subsidiar políticas
públicas.
Em 2024, os valores de habilitação e custeio dos centros foram reajustados, dobrando os recursos destinados à implantação e manutenção das unidades. A medida contribui para qualificar o atendimento, ampliar a cobertura territorial e fortalecer a atenção integral à saúde do trabalhador em todo o país.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde libera mosquitos estéreis para impedir a reprodução do Aedes aegypti em território indígena

O Ministério da Saúde iniciou a aplicação da Técnica do Inseto Estéril (TIE) em território indígena, com a liberação de mosquitos machos Aedes aegypti estéreis na Aldeia Cimbres, em Pesqueira (PE). A estratégia, que impede a reprodução do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya, prevê liberações semanais e investimento inicial de R$ 1,5 milhão. A tecnologia é ambientalmente segura e adequada a áreas de preservação, reforçando o controle de arboviroses e a proteção da saúde indígena.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde fortalece rede de atenção em saúde bucal em diversas regiões do país

O Ministério da Saúde anunciou o fortalecimento da rede de atenção em saúde bucal no Sistema Único de Saúde (SUS), com a habilitação de mais de 610 municípios para receber incentivos financeiros destinados à implantação e ao custeio de equipes e serviços especializados. A medida prevê um investimento aproximado de R$ 101 milhões até 2027, ampliando o acesso da população aos cuidados odontológicos em diferentes regiões do país.
A iniciativa contempla equipes de Saúde Bucal, Serviços de Especialidades em Saúde Bucal, Centros de Especialidades Odontológicas e Laboratórios Regionais de Prótese Dentária. Parte das equipes passa a atuar com carga horária ampliada, o que contribui para a redução do tempo de espera, aumento da oferta de consultas e fortalecimento das ações de prevenção e promoção da saúde.
Também está prevista a ampliação de serviços especializados em municípios de pequeno porte, reduzindo desigualdades regionais e garantindo atendimento odontológico mais próximo da população. Além disso, a habilitação de novos laboratórios para produção de próteses dentárias reforça a reabilitação oral e melhora a qualidade de vida dos usuários do SUS.
A expansão da política de saúde bucal reafirma o compromisso do SUS com a integralidade do cuidado, a equidade no acesso e o fortalecimento da atenção primária e especializada em todo o território nacional.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde habilita construção de mais sete Centros Especializados em Reabilitação pelo Novo PAC

O Ministério da Saúde autorizou a execução de sete novas obras de Centros Especializados em Reabilitação (CER) com recursos do Novo PAC, ampliando a rede de cuidados para reabilitação física, auditiva, visual, intelectual e para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). As portarias publicadas permitem que estados e municípios iniciem os trâmites administrativos para implantação das unidades, com investimentos federais médios entre R$ 8,5 milhões e R$ 9,7 milhões por obra. A iniciativa busca reduzir vazios assistenciais, ampliar o acesso ao atendimento especializado e fortalecer a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência em todas as regiões do país.
Centros Especializados em Reabilitação selecionados (2023–2025)
Nº | UF | Município | Ano |
1 | GO | Aparecida de Goiânia | 2023 |
2 | PB | Esperança | 2023 |
3 | PB | Itabaiana | 2023 |
4 | PB | Mamanguape | 2023 |
5 | PA | Dom Eliseu | 2023 |
6 | SP | Tatuí | 2023 |
7 | RS | Santa Rosa | 2023 |
8 | PI | Corrente | 2023 |
9 | MG | Almenara | 2023 |
10 | PA | Salvaterra | 2023 |
11 | PR | Cascavel | 2024 |
12 | SE | Itabaiana | 2024 |
13 | PB | Pombal | 2024 |
14 | RJ | Campos dos Goytacazes | 2024 |
15 | GO | Itumbiara | 2024 |
16 | AM | Coari | 2024 |
17 | MA | Bacabal | 2024 |
18 | CE | Canindé | 2024 |
19 | AL | São Miguel dos Campos | 2024 |
20 | BA | Paulo Afonso | 2024 |
21 | PI | Campo Maior | 2024 |
22 | SC | Chapecó | 2024 |
23 | RN | Açu | 2024 |
24 | PE | Caruaru | 2024 |
25 | MG | Divinópolis | 2024 |
26 | MT | Juína | 2024 |
27 | PA | Tomé-Açu | 2024 |
28 | SP | São José dos Campos | 2024 |
29 | RS | Farroupilha | 2024 |
30 | RO | São Francisco do Guaporé | 2024 |
31 | CE | Acaraú | 2025 |
32 | PE | Garanhuns | 2025 |
33 | PE | Serra Talhada | 2025 |
34 | AM | Tabatinga | 2025 |
35 | RJ | Piraí | 2025 |
36 | PR | Toledo | 2025 |
37 | AL | Murici | 2025 |
38 | BA | Camaçari | 2025 |
39 | BA | Juazeiro | 2025 |
40 | MA | Barreirinhas | 2025 |
41 | MA | Caxias | 2025 |
42 | MG | Muriaé | 2025 |
43 | PA | Acará | 2025 |
44 | PA | Santarém | 2025 |
45 | SP | Registro | 2025 |
46 | MT | Pontes e Lacerda | 2025 |
47 | BA | Conceição do Coité | 2025 |
48 | MG | Juiz de Fora | 2025 |
49 | RS | Rio Grande | 2025 |
50 | SE | Estância | 2025 |
51 | RS | Pelotas | 2025 |
52 | MG | Betim | 2025 |
Fonte: Ministério da Saúde
Relatório global mostra como desigualdades impactam o enfrentamento a pandemias

Um relatório do Conselho Global sobre Desigualdades, Aids e Pandemias, ligado ao Unaids/ONU, aponta que as desigualdades sociais tornam as pandemias mais longas, letais e custosas, além de aumentar a exposição de populações vulneráveis. Intitulado “Quebrando o ciclo desigualdade–pandemia”, o estudo destaca que respostas eficazes dependem de políticas que enfrentem fatores sociais, econômicos e estruturais, e não apenas de estratégias biomédicas.
A versão em português do relatório foi lançada durante reunião do Unaids presidida pelo Brasil. No documento, é ressaltado que países e regiões com maiores níveis de desigualdade apresentaram taxas mais elevadas de mortalidade por Covid-19, maior incidência de HIV e mais dificuldades na implementação de respostas sanitárias eficazes. No Brasil, pessoas sem educação básica tiveram até três vezes mais chance de morrer por Covid-19 em comparação àquelas com ensino superior.
O relatório também evidencia os impactos econômicos das pandemias: durante a Covid-19, cerca de 165 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza, enquanto a riqueza dos mais ricos cresceu mais de 25%. Mulheres, trabalhadores informais e grupos étnicos minoritários foram os mais afetados pelas perdas de renda e emprego.
Para romper o ciclo entre desigualdade e pandemias, o documento recomenda quatro frentes principais: remoção de barreiras financeiras globais, investimento nos determinantes sociais da saúde, fortalecimento da produção local e do compartilhamento de tecnologias, além de aprimoramento da governança com participação comunitária.
O relatório destaca ainda avanços do Brasil no enfrentamento das desigualdades, como a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública em 2025 e a redução de 13% dos óbitos pela doença em um ano. Esses resultados são atribuídos a políticas públicas consolidadas e à atuação do SUS, com ações que vão do pré-natal ao cuidado especializado, reforçando a importância de um sistema público, universal e orientado pela equidade.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde garante R$ 1,7 bilhão para criação da rede de hospitais e serviços inteligentes do SUS

O Ministério da Saúde assegurou um investimento de R$ 1,7 bilhão para a criação do primeiro Hospital Inteligente do SUS e para a implantação de uma rede nacional de hospitais e serviços inteligentes. Os recursos foram liberados pelo Novo Banco de Desenvolvimento, do BRICS, e viabilizam a criação do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que será instalado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
O projeto tem como objetivo modernizar o SUS com o uso de tecnologias avançadas, como inteligência artificial, telemedicina, cirurgias robóticas, ambulâncias com conexão 5G e medicina de alta precisão. A expectativa é reduzir em até cinco vezes o tempo de espera em atendimentos de urgência e emergência, além de ampliar o acesso a especialistas e qualificar as decisões clínicas. Os primeiros serviços da rede devem começar a operar em 2026, e o hospital inteligente tem previsão de início das atividades em 2027.
O ITMI-Brasil contará com 800 leitos, sendo 250 de emergência, 350 de UTI e 200 de enfermaria, além de 25 salas cirúrgicas. A unidade deverá beneficiar cerca de 20 mil pacientes por ano, com foco em áreas como neurologia, neurocirurgia, cardiologia e terapia intensiva, atendendo adultos e crianças pelo SUS.
Além do hospital em São Paulo, o investimento permitirá a criação de uma rede com 14 UTIs inteligentes, distribuídas em 13 estados das cinco regiões do país. Essas UTIs funcionarão de forma totalmente digital e interligada, com monitoramento contínuo, integração de sistemas e apoio à tomada de decisão clínica, além de possibilitar a troca de conhecimento entre especialistas de diferentes regiões.
O Ministério da Saúde também anunciou um aporte adicional de R$ 1,1 bilhão para a modernização de oito unidades hospitalares de referência do SUS, com foco na oferta de serviços assistenciais inovadores. A iniciativa reforça a estratégia de transformar o SUS por meio da tecnologia, da pesquisa e da inovação, fortalecendo a capacidade de resposta do sistema público de saúde e ampliando o acesso da população a um cuidado mais qualificado e eficiente.
Fonte: Ministério da Saúde
Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

O Brasil recebeu da OPAS/OMS a certificação de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, tornando-se o único país continental a alcançar esse marco. O reconhecimento é resultado de políticas públicas sustentadas, do acesso gratuito às terapias antirretrovirais e da ampliação das estratégias de prevenção e cuidado no âmbito do SUS.
Para obter a certificação, o país manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos, além de alcançar mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem e tratamento de gestantes vivendo com HIV. Esses indicadores comprovam a interrupção consistente da transmissão do vírus durante a gestação, o parto e a amamentação.
Entre 2023 e 2024, o Brasil também registrou queda de 13% no número de óbitos por aids, atingindo a menor taxa em mais de 30 anos. O resultado reflete a ampliação do diagnóstico precoce, o acesso contínuo ao tratamento antirretroviral e o fortalecimento da prevenção combinada, com ferramentas como PrEP, PEP, testes rápidos e autotestes.
A certificação reforça o papel do SUS como sistema universal, gratuito e equitativo, além do compromisso do país com os direitos humanos, a redução das desigualdades e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030. A conquista é fruto do trabalho conjunto de governos, profissionais de saúde, ciência e sociedade civil.
A eliminação da transmissão vertical do HIV integra as metas do Programa Brasil Saudável e consolida o Brasil como referência internacional no enfrentamento da epidemia, com uma resposta baseada em evidências científicas, equidade e compromisso com a vida desde o início.
Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

O Ministério da Saúde anunciou a renovação e ampliação da frota de transporte sanitário do SUS, com a aquisição de novas ambulâncias do SAMU 192 e micro-ônibus para transporte sanitário eletivo. A iniciativa, financiada com recursos do Novo PAC, garante a modernização do atendimento de urgência e, pela primeira vez, estabelece apoio federal direto ao deslocamento de pacientes para consultas, exames e tratamentos especializados.
Após a homologação das licitações, estão em fase de formalização os contratos para a compra inicial de 2.420 ambulâncias do SAMU 192 e 700 micro-ônibus. As entregas estão previstas para começar em janeiro de 2026 e seguir ao longo do primeiro semestre, fortalecendo a capacidade operacional dos serviços de saúde em todo o país.
A renovação da frota do SAMU 192 integra a estratégia de alcançar 100% de cobertura nacional e substituir veículos antigos até o fim de 2026. As novas ambulâncias serão usadas tanto para expansão do serviço quanto para substituição da frota atual, garantindo maior rapidez no atendimento, mais segurança e melhores condições de trabalho para as equipes. Os veículos contam com tecnologias avançadas, como sistemas de estabilidade e frenagem, climatização com purificação do ar por UV-C, iluminação clínica em LED e rede integrada de oxigênio.
Outro destaque é a criação do Transporte Sanitário Eletivo, com a aquisição de micro-ônibus destinados ao deslocamento de usuários do SUS para consultas, exames e tratamentos. Essa é a primeira vez que o Ministério da Saúde estrutura apoio direto a esse tipo de transporte, considerado essencial para reduzir faltas, agilizar diagnósticos e ampliar o acesso à atenção especializada. Os veículos são equipados com itens de acessibilidade, climatização, espaços para cadeiras de rodas e sistemas multimídia, garantindo conforto, segurança e inclusão.
As atas de registro de preços permitem não apenas a aquisição direta pelo Ministério da Saúde, mas também a adesão de estados e municípios, além do uso de emendas parlamentares para ampliar o número de veículos. As unidades adquiridas pela pasta federal serão doadas a estados e municípios conforme critérios de necessidade e efetividade.
A renovação da frota do SAMU 192 e a ampliação do transporte sanitário eletivo representam um investimento estruturante no SUS, fortalecendo a rede de urgência, qualificando o cuidado e promovendo maior equidade no acesso aos serviços de saúde em todo o território nacional.
Fonte: Ministério da Saúde
Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos no SUS

O programa Agora Tem Especialistas encerrou o ano com 127,1 mil procedimentos realizados em mutirões de cirurgias e exames no Sistema Único de Saúde (SUS). O destaque foi o mutirão mais recente, realizado em dezembro, que contabilizou 59,3 mil atendimentos em um único fim de semana — o maior da história do SUS — envolvendo pacientes de todos os estados e do Distrito Federal.
Desde o primeiro mutirão, realizado em julho, quando foram ofertados 12,5 mil procedimentos, a iniciativa ampliou em 375% a oferta de atendimentos especializados. As ações contemplaram áreas prioritárias como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia, além da realização de exames como tomografia, ressonância magnética, endoscopia e ultrassonografia.
O avanço foi viabilizado pela articulação inédita entre quase 200 estabelecimentos de saúde, incluindo 45 hospitais universitários da Ebserh, 134 Santas Casas e hospitais filantrópicos, além de institutos e hospitais federais. Também foram realizados 21 mil atendimentos em mutirões dentro de aldeias indígenas.
Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas se consolidou como uma das principais estratégias do governo federal para reduzir o tempo de espera no SUS, combinando mutirões nacionais, ampliação do horário de atendimento, carretas de saúde, formação e provimento de especialistas e parcerias com a rede privada para ampliar o acesso gratuito à atenção especializada.
Fonte: Ministério da Saúde




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